Nova derrota na Graciosa

Tarde de sol para duas equipas que vinham de derrotas na ronda inaugural e para o público da Graciosa que ia a ver o primeiro jogo do Guadalupe. A equipa da casa começou bem, num contra ataque simples mas eficaz, com assistência de Amunike para Caniggia bater de forma inapelável o guardião Gonçalo. Estavam decorridos 7 minutos de jogo. E na resposta, aos 14 minutos, Larica, assistido por Ivo, atirou à figura do guarda redes leonino. O Guadalupe aproveitava também as ofertas da defesa contrária para criar perigo e Caniggia teve o "papel químico" nos pés, mas a pontaria foi às malhas laterais. A equipa da casa mandava no jogo e voltou à carga aos 27 minutos. Gonçalo afastou o remate de Caniggia e Gilberto desviou a recarga de Márcio para canto. No entanto, a defesa leonina também falhava, mas esta não era a tarde de Larica nem do ataque do Barreiro. Ao livre de Jorge, Ivo responde com a cabeça e Celso com os punhos. Aos 38 minutos o Guadalupe vai surpreender com mais um contra ataque, mas o remate de Amunike foi ao braço de Gilberto, levando o árbitro a assinalar a grande penalidade. Márcio ampliou a vantagem na transformação do castigo máximo.
Ao intervalo o Barreiro já perdia por duas bolas a zero. Mas a equipa terceirense podia ter reduzido logo no 2º minuto da etapa complementar por Ivo que obrigou Celso a aplicar-se. Amunike responde com mais um remate que obriga Gonçalo a ceder canto. Celso fez o mesmo a Célio, do Barreiro, que disparou já de ângulo apertado. O jogo continuava em aberto quando o Guadalupe iniciou mais um ataque rápido do lado direito e Jorge Picanço serviu Caniggia. O micaelense esperou a saída do guarda redes para bisar e resolver a partida. Estavam decorridos 61 minutos. E 10 minutos depois, mais um lance no corredor direito, com a bola a viajar para o lado contrário, onde Jorge Picanço assistiu Amunike que fixou o resultado final em quatro bolas a zero. E só ficou por aqui porque a 2 minutos do fim, depois da cobrança do livre, Gonçalo voltou a impedir o golo.
O árbitro Hugo Silva, da Horta, fez um bom trabalho, na maior goleada até agora da Liga Meo Açores.
 
Liga Meo Açores | 2ª Jornada
 
Campo de Jogos de Guadalupe
Arbitro: Hugo Silva (AFH)
Assistentes: José Valério e Manuel Almeida
 
Guadalupe 4
 
Celso
Pedro Silva
Duarte
Carvoeiro
Flávio Picanço
Jorge Picanço
Alex
(Flávio Silva, 62 m)
Seninho
(André, 83 m)
Caniggia
Amunike
(Luís Carlos, 75 m)
Márcio
 
Não Utilizados
Nuno Silva
César Ramos
César Espínola
 
Treinador
Luís Guerreiro
 
Barreiro 0
 
Gonçalo
Nélson
(Nobita)
Mário
Gilberto
André
Rodrigo
(Flávio, 45 m)
Larica
(Fábio Almeida)
Jorge
José Isidro
Ivo Célio
 
Não Utilizado
Fábio Fanika
 
Treinador
Hildeberto Borges
 
Disciplina
Cartão amarelo para Seninho (55 m) e André (87 m)
 
Marcadores
Caniggia (7 m, 61 m), Márcio (11 m) e Amunike (71 m)
 
 

Marítimo 2 x Barreiro 1 [Vídeo]


Quem manda em casa

Bom tempo na primeira tarde de Liga Meo Açores, na Graciosa, onde o Marítimo, agora orientado por Rui Cordeiro, apresentou caras novas. E a equipa da casa entrou bem no jogo com Gervásio a obrigar Gonçalo a ceder canto aos 2 minutos. Aos 15 minutos, o mesmo Gervásio, vai cabecear á tarde. Logo a seguir o melhor lance do ataque do Marítimo, com assistência de Gervásio para Genifel voltar a acertar no ferro.A partir daqui a formação da casa adormeceu e o Barreiro reagiu ainda que num remate de Ivo, à figura do guardião Filipe. Duarte, de livre, também disparou às malhas laterais. Era o aviso para o primeiro golo que surgiu aos 32 minutos. Ivo, assistido por José Isidro, inaugurou o marcador na melhor fase do jogo para o Barreiro. Gervásio ainda atirou ao lado na sequência de um pontapé de canto. Mas a reação do Marítimo ia ficar para a segunda parte.
A igualdade aconteceu logo aos 3 minutos da etapa complementar. Luís Filipe abriu espaço no ataque e Genifel empurrou para o fundo da baliza. O segundo tempo teve menos ocasiões de perigo, mas a equipa mais esclarecida foi sempre o Marítimo. Houve também momentos de algum nervosismo que não passaram disso mesmo. E houve o lance que sentenciou a partida num cruzamento de Genifel para a calma e a experiencia de Gervásio fazerem o resto. A equipa da casa dava a volta ao resultado aos 78 minutos.  Ao cair do pano os terceirenses ainda reclamaram uma grande penalidade sobre Duarte que não existiu.
Boa partida de futebol para início de época e com boa arbitragem do terceirense David Rodrigues, assistido pelos graciosenses Pedro Silva e Manuel Almeida.
 
Liga Meo Açores | 1ª Jornada
 
Complexo Desportivo de Santa Cruz
Arbitro: David Rodrigues (AFAH)
Assistentes: Pedro Silva e Manuel Almeida
 
Ao intervalo
0-1
 
Marítimo 2
 
Filipe
Pedro Andrade
Pedro Borges
Hélder
Rui Jorge
Fábio Pomba
(Nuno Correia, 82 m)
Genifel
Luís Filipe
Gervásio
(Nélson, 91 m)
Moura
Mário (Cap.)
 
Não Utilizados
Jorge Lima, Luís Silva e Isidro
 
Treinador
Rui Cordeiro
 
Barreiro 1
 
Gonçalo
Nélson (Cap.)
(Fábio, 87 m)
Mário Cota
Gilberto
André
José Isidro
(Chiquinho,80 m)
Jorge
Duarte
Rodrigo
(Flávio, 65 m)
Ivo
Célio
 
Não Utilizado
Fanika
 
Treinador
Hildeberto Borges
 
Marcadores
Ivo (33 m), Gervásio (48 m), Genifel (78 m)

Trabalhar com afinco para superar as dificuldades

Estamos a poucos dias do arranque da primeira edição da designada Liga Meo Açores. No que toca a 2013/14, a constituição do plantel volta a ser a primeira grande dificuldade da época para o Sport Club Barreiro?
Mais uma vez, o que não é novidade nenhuma, pois todos os anos nos debatemos com estas dificuldades. No final da época passada acabámos por sofrer uma razia bastante maior do que o habitual, com oito/nove saídas, uns para outros clubes, a quem desejo o melhor, outros por motivos profissionais, a quem, obviamente, também expresso votos de felicidades.


Todos os anos estamos obrigados a encontrar soluções para colmatar estas saídas que nos deem garantias de podermos lutar pelos nossos objetivos. Já contratámos seis/sete reforços, jogadores jovens que nos podem, de facto, dar essas garantias.
Com a concorrência direta de clubes como Angrense, Lusitânia e Praiense, qual é, digamos, o campo de recrutamento do Barreiro?
Somos uma ilha pequena, com pouca população e, inclusive, o futsal também "rouba" alguns jogadores. Claro que, quando a componente financeira entra nesta equação, as dificuldades são ainda maiores.
Fomos buscar jogadores que vão cumprir o primeiro ano de sénior, nomeadamente ao Angrense e Lusitânia, sendo que existem também alguns elementos com experiência no Praiense e Angrense. A inexistência do escalão de juniores no Barreiro, algo que se mantém, torna-se, também, um handicap significativo.

Pelo que decorreu na chamada pré-época, como analisa a qualidade do plantel? Oferece-lhe, em linhas gerais, as tais garantias que apontou?
Sim e temos vindo a trabalhar muito bem, sendo que os reforços têm sido integrados de forma eficaz nos processos da equipa. Aliás, fator muito importante no Barreiro prende-se com o espírito de união, pois trabalhamos enquanto uma autêntica família. O grupo sentiu esta união que existe na coletividade.

Fundamentalmente, quais são os grandes objetivos do Barreiro para a nova temporada que se inicia Sábado no reduto do Marítimo da Graciosa? Tentar um lugar no grupo da frente é uma meta demasiado ambiciosa?
O principal objetivo passa por formar um bom grupo e dar continuidade ao trabalho desenvolvido na época passada, percebendo de antemão que não teremos uma tarefa fácil. Temos de estar preparados e, jogo a jogo, lutarmos pelos três pontos em disputa para garantimos a almejada manutenção. Aliás, esta postura é fundamental desde a primeira jornada, daí que o desiderato imediato seja tentar pontuar na ilha Graciosa.


Ou seja, no Barreiro, Não há espaço para promessas que, muitas vezes, depois não se concretizam...
Prometemos apenas trabalho, até porque, como é do domínio público, voltamos a ter de jogar fora de casa todas as semanas. Não fosse esta obrigação, talvez pudéssemos estar a lutar por outros objetivos. Apesar das muitas saídas, vamos manter a estrutura da equipa, especialmente em termos de filosofia de jogo.
Deixo apenas o apelo para que a massa associativa e os simpatizantes do Barreiro compareçam nos nossos jogos no campo municipal de Angra do Heroísmo, atendendo a que o seu apoio é fundamental para que a equipa possa atingir os seus objetivos. Só todos juntos o poderemos conseguir, uma vez que a tarefa que nos espera é, como se percebe, tudo menos fácil.

Barreiro volta a jogar fora todas as semanas


O BARREIRO TERMINOU A EDIÇÃO DE 2012/13 DA SÉRIE AÇORES, A ÚLTIMA ENQUANTO PROVA DE ÍNDOLE NACIONAL, NA 7.ª POSIÇÃO DA TABELA, MAIS CONCRETAMENTE NO TERCEIRO POSTO DO GRUPO QUE DISPUTOU A FUGA À DESPROMOÇÃO. É UM DESFECHO QUE SATISFAZ AS EXPECTATIVAS INICIAIS DA EQUIPA TÉCNICA?
Plenamente e penso que fizemos uma excelente época. No início da temporada, tentámos reunir alguns jogadores com maior experiência, o que também nos deu algumas garantidas de sucesso. Jogo a jogo, fomos percebendo que tínhamos qualidade e o grupo de trabalho foi muito forte, com grande união entre jogadores, equipa técnica e direção. Creio que, inclusive, poderíamos ter terminado numa posição superior, mas a verdade é que também garantimos a manutenção relativamente cedo e, neste contexto, também comecei a apostar em alguns atletas com menos tempo de utilização com o intuito de melhorar algumas rotinas de jogo a pensar na próxima época.

 
COMO ANALISA, EM PRIMEIRO LUGAR, AQUILO QUE FOI O GRAU DE COMPETITIVIDADE DA SÉRIE AÇORES E, AO MESMO TEMPO, A QUALIDADE DO FUTEBOL APRESENTADO PELO BARREIRO EM COMPARAÇÃO COM AS RESTANTES EQUIPAS?
Apesar do que já referi, o Barreiro tinha um plantel bastante jovem e, como tal, em certos momentos, a falta de maturidade também se fez notar. Esta lacuna acabou por ser ultrapassada na segunda volta, quando os jogadores já mostravam maior experiência. No fundo, até pelo maior conhecimento dos adversários, torna-se mais fácil lidar com as dificuldades. De resto, penso que apresentámos sempre um futebol de qualidade. É, aliás, um ponto de honra do Barreiro, que tem a ver com o trabalho e o nível de jogo que os próprios jogadores impõem.
 
QUAIS AS SUAS PERSPETIVAS PARA A NOVA SÉRIE AÇORES, QUE EM 2013/14 PERDE O EPÍTETO DE PROVA DE ÂMBITO NACIONAL?
Penso, acima de tudo, que a qualidade não deve baixar, pois a prova irá disputar-se nos mesmos moldes. Há, no entanto, a questão das arbitragens, embora os árbitros também tenham uma oportunidade para darem o seu melhor. Na minha opinião, só com o decorrer da prova poderemos ter uma melhor perspetiva sobre o futuro, até porque existe a possibilidade, pelo que se vai ouvindo, de se criarem exceções quanto aos jogadores de fora da região. Pode estar a criar-se alguma injustiça, até porque clubes como o Barreiro não podem competir com equipas como o Angrense e o Lusitânia.
A verdade é que o futebol terceirense e açoriano já conheceu melhores dias. A Federação Portuguesa de Futebol chutou os problemas para o lado e a componente financeira pesa muito atualmente. Não sei se a nova Série Açores terá futuro. Como se costuma dizer, "é andando e vendo". Creio que todos irão dar o melhor de si, embora, um dia mais tarde, o regresso à ilha possa ser uma realidade.
 
UMA TEMPORADA, NOVAMENTE, EM QUE O BARREIRO VOLTA A VALORIZAR ALGUNS JOVENS JOGADORES TERCEIRENSES...
Sim e não é novidade para nós. Todos os anos isto sucede. É, de facto, um orgulho, mas ao mesmo tempo dá-nos alguma tristeza vê-los partir, retirando-nos a oportunidade de, ao longo de mais uma ou duas épocas, podermos aprimorar a sua evolução e, igualmente, cimentarmos o grupo de trabalho. É evidente que a componente financeira vai falando mais alto, pois somos um clube de freguesia e não temos a capacidade de outras coletividades.
 
O BARREIRO DEIXOU PARA TRÁS O PORTO JUDEU PARA FAZER DO MUNICIPAL DE ANGRA "A SUA CASA". QUE PESO ESTA OBRIGAÇÃO TEVE NA PRESTAÇÃO DA EQUIPA?
Estou convencido que poderíamos ter feito muito melhor se tivéssemos atuado em casa. No fundo, jogámos sempre fora de portas. O Municipal de Angra é um bom campo, sem dúvida, mas faltou-nos sempre o necessário calor humano. Sempre pouco público nos nossos jogos.
 
É ALGO QUE SE REPETE NA NOVA ÉPOCA...
Sim e temos de voltar a ser muito fortes, o que já está a ser trabalhado com a equipa. No fundo, estamos obrigados a dar ainda mais em prol da instituição que representamos. Fazemos dois treinos semanais no municipal, sendo as restantes sessões realizadas no Porto Judeu. A componente psicológica será decisiva.
 
NO QUE TOCA A 2013/14, A CONSTITUIÇÃO DO PLANTEL VOLTA A SER A PRIMEIRA GRANDE DIFICULDADE DA ÉPOCA PARA O BARREIRO?
Mais uma vez, não é novidade nenhuma, pois todos os anos nos debatemos com estas dificuldades. No final da época passada acabámos por sofrer uma razia bastante maior do que o habitual, com oito/nove saídas, uns para outros clubes, a quem desejo o melhor, outros por motivos profissionais, a quem, obviamente, também desejo felicidades. Todos os anos estamos obrigados a encontrar soluções para colmatar estas saídas que nos deem garantias de podermos lutar pelos nossos objetivos. Já contratámos seis/sete reforços, jogadores jovens que nos podem, de facto, dar essas garantias.
 
COM A CONCORRÊNCIA DE CLUBES COMO ANGRENSE, LUSITÂNIA E PRAIENSE, QUAL O CAMPO DE RECRUTAMENTO DO BARREIRO?
Somos uma ilha pequena, com pouca população e, inclusive, o futsal também "rouba" alguns jogadores. Claro que, quando a componente financeira entra nesta equação, as dificuldades são ainda maiores. Fomos buscar jogadores que vão cumprir o primeiro ano de sénior, nomeadamente ao Angrense e ao Lusitânia, sendo que existem também alguns elementos com experiência no Praiense e no Angrense. A inexistência do escalão de juniores no Barreiro, algo que se mantém, torna-se, também, um handicap.
 
PELO QUE JÁ DECORREU DA PRÉ-ÉPOCA, COMO ANALISA A QUALIDADE DO PLANTEL? OFERECE-LHE AS TAIS GARANTIAS QUE REFERIU?
Sim e temos vindo a trabalhar muito bem, sendo que os reforços têm sido integrados de forma eficaz nos processos da equipa. Aliás, fator muito importante no Barreiro prende-se com o espírito de união, pois trabalhamos enquanto uma autêntica família. O grupo sentiu esta união que existe na coletividade.
 
FUNDAMENTALMENTE, QUAIS SÃO OS GRANDES OBJETIVOS DO BARREIRO PARA A NOVA TEMPORADA? TENTAR UM LUGAR NO GRUPO DA FRENTE É UMA META DEMASIADO AMBICIOSA?
O principal objetivo passa por formar um bom grupo e dar continuidade ao trabalho desenvolvido na época passada, percebendo de antemão que não teremos uma tarefa fácil. Temos de estar preparados e, jogo a jogo, lutarmos pelos três pontos em disputa para garantimos a manutenção. Prometemos apenas trabalho, até porque, volto a frisar, voltamos a ter de jogar fora de casa todas as semanas. Não fosse esta obrigação, talvez pudéssemos estar a lutar por outros objetivos. Apesar das muitas saídas, vamos manter a estrutura da equipa, especialmente em termos de filosofia de jogo. Deixo apenas o apelo para que a massa associativa e os simpatizantes do Barreiro compareçam nos nossos jogos no Municipal de Angra, pois o seu apoio é fundamental para que a equipa possa atingir os seus objetivos. Só todos juntos o poderemos conseguir.
 
 

Assegurar a permanência no Campeonato dos Açores

Garantir a almejada manutenção na primeira edição do Campeonato de Futebol dos Açores, prova sob a égide das associações de futebol da Região, é, em linhas gerais, o objetivo do Sport Clube Barreiro para a temporada desportiva 2013/14.
O popular emblema da freguesia do Porto Judeu - que mais uma vez utilizará o campo municipal de Angra do Heroísmo na condição de visitado - garantiu a permanência dos seguintes elementos: Célio Gonçalves, Xiquinho, Fábio Almeida, Ivo Tavares, Jorge Ferreira, Bruno Kilha, Mário Cota, Nelsinho, Zé Isidro, Aranha, Nobita e Nuno Lima.
No que concerne a reforços, temos: André Chibante (ex-Vilanovense), André 14 (ex-Juventude Lajense), Gonçalo (ex-Angrense), Ricardo Carteiro (ex-Angrense), Gilberto (ex-Praiense), Flávio Gomes (ex-Praiense), Fábio Fanica (ex-Boavista da Ribeirinha), Rodrigo Rodrigues (ex-Boavista da Ribeirinha) e Duarte Cordeiro (ex-Lusitânia).
É com estes 20 atletas que o carismático treinador Hildeberto Borges conta para alcançar o desiderato pré-estabelecido. Recorde-se, a propósito, que o grupo de trabalho perdeu algumas pedras nucleares da campanha anterior, o que, pelo menos em teoria, representa dificuldades acrescidas.
Ainda assim, com empenho, trabalho e sentido de responsabilidade, os jogadores, treinadores e dirigentes do grémio alvirrubro acreditam que é possível repetir o sucesso da temporada finda, em que o Barreiro não só garantiu a permanência no então Campeonato Nacional da Terceira Divisão - Série Açores como apresentou futebol de elevada qualidade técnica. 
O Departamento Desportivo do Barreiro é composto por Zezé, Luís Soares, Maciel e Hildeberto Borges (treinador). Quanto ao Departamento Médico, alberga os doutores Brito de Azevedo e Duarte Soares, para além do massagista Hélder Sousa.

 
 

Plantel longe de estar fechado

O Sport Club Barreiro terminou a época no 7º lugar da classificação final da Série Açores em 2012/13, garantindo a manutenção e a presença no novo Campeonato de Futebol dos Açores. Um desfecho, certamente, que satisfez as pretensões da direção da coletividade...

Satisfaz e muito. Entrámos em prova com uma equipa praticamente do regional, apenas com alguns ajustes, e o nosso grande objetivo passava pela manutenção. Isso foi conseguido com sucesso graças ao enorme trabalho da equipa técnica e jogadores. Penso que foi um objetivo mais do que conseguido. Talvez pudéssemos ter melhorado o 7.º lugar, mas, na verdade, essa não foi uma preocupação a partir do momento em que garantimos a permanência. A manutenção sempre foi o mais importante e isto foi conseguido, volto a repetir, com muito trabalho.

O que mudou em relação às duas anteriores participações do Barreiro na Série Açores?

Também estive presente nessas duas épocas na Série Açores, na altura enquanto diretor. Penso que tem um pouco a ver com os atletas, com a forma como encararam a prova, mas também com a equipa técnica. O Hildeberto Vieira é um treinador que aposta na juventude e na qualidade, retirando daí bons frutos. Por outro lado, também a direção apoiou a equipa ao máximo, reunindo-se um conjunto de fatores essenciais para o sucesso.
Ao contrário do que muitos opinam, penso que a Série Açores foi um campeonato competitivo, apesar de o Praiense ter garantido o título com alguma vantagem pontual. Mas a luta pelo segundo lugar que garantia a subida foi bastante animada, o mesmo acontecendo pela fuga à despromoção. O Barreiro tentou alcançar este objetivo o mais rapidamente possível, com algumas equipas a lutarem por essa meta praticamente até à última jornada. Aliás, existiam várias equipas com muitos jogadores de fora.
Somos uma equipa de freguesia, que encontra sempre imensas dificuldades para competir com outros adversários, apetrechados com plantéis muito superiores. Penso que é um verdadeiro feito aquilo que conseguimos alcançar. Tentamos, todavia, praticar bom futebol. Já há alguns anos que mantemos sempre o mesmo sistema, o chamado "futebol de pé para pé". No fundo, não colocamos a bola lá para a frente de qualquer maneira. Esta é uma característica do nosso treinador e do próprio clube. Desde a formação até aos seniores que tentamos incutir esta filosofia em todas as equipas.

DIFÍCIL RECRUTAR

Hildeberto Vieira vai manter-se como treinador principal do Barreiro para a próxima temporada?

Sim. O Hildeberto vai manter-se à frente da equipa técnica do Barreiro. Trata-se de um treinador que já está no clube há várias épocas, tendo começado na formação. Enquanto presidente, o meu pensamento passa sempre por manter o treinador do princípio ao fim, aconteça o que acontecer. Não há mudanças de treinador. Há no clube uma mística de muita amizade, capaz de criar uma união bastante forte. Somos um grupo de amigos, estamos juntos há muitos anos e compreendemo-nos na perfeição.

Quais são as linhas bases que vão definir a constituição da equipa para a nova época?

Ainda estamos a preparar o plantel, sabendo de antemão que já existem saídas confirmadas. Vamos tentar colmatar estas ausências, mesmo percebendo que não é um trabalho fácil. O Barreiro não tem capacidade para ombrear com outros clubes, até porque, pelo que vou ouvindo, estão-se a propor valores incríveis. Nós não conseguimos lá chegar. Tentamos cativar juniores de segundo ano ou jogadores que se estreiam nos seniores para integrar o nosso plantel, algo que já na época passada aconteceu. Estamos obrigados a trabalhar com a juventude, mas a verdade é que temos conseguido resultados. Vamos voltar a dar oportunidades aos jovens e esperamos que eles as saibam agarrar, percebendo que é sempre um risco.

As principais referências da equipa em 2012/13 estão de saída?

Sim. O Lhuka saiu para o Angrense e o Miranda e o Ronaldo estão a caminho do Lusitânia. O Barreiro não possui equipa de juniores, mas vamos tentar colmatar estas saídas com jovens jogadores de outros clubes. Como já referi, isto é sempre um risco, mas não vamos baixar os braços e, com o nosso treinador, o trabalho será feito. Neste momento, o plantel do Barreiro está longe de estar fechado.

Confirma as palavras de Hildeberto Vieira quando se queixa do 'constante assédio' aos jogadores por parte de outros clubes?

Penso que é algo que pode afetar o próprio rendimento do atleta. Temos tentado demover as pessoas, mas por vezes não existe respeito. Aconteceu este ano e ainda está a acontecer. A verdade é que o Barreiro tem fornecido vários jogadores a outras equipas, mas não tem ganho nada com isto. Ganhamos prestígio e projeção, mas pouco mais. Aliás, se fizéssemos uma equipa só com atletas do Barreiro, se calhar estaríamos a lutar pelo primeiro lugar. Mas o futebol é assim. Não conseguimos manter certos jogadores, que optam por ingressar em clubes que oferecem valores financeiros superiores. Acaba por ser um trabalho quase inglório.

FORMAÇÃO

Qual a aposta do Barreiro na formação para a próxima época?

Não é fácil ao Barreiro apresentar todos os escalões, até porque, pelo que vamos ouvindo, "Os Leões" também irá fazer algumas equipas. Com dois clubes, torna-se mais complicado. Vamos, de certeza, formar dois escalões, Juniores "D" e "C", estando o terceiro ainda em equação. Pensámos em formar Juniores "A", até porque temos alguns jogadores emprestados, mas provavelmente não irão querer regressar. Seria um passo importante para apoiar a equipa sénior, mas talvez não seja possível.

Qual o campo de recrutamento do Barreiro?

Costumamos dizer que vamos da Ribeirinha à Fonte do Bastardo. A verdade é que alargar este campo iria significar um acréscimo de gastos com transportes. Torna-se, de facto, um cenário bastante limitado, mas é de limitações que falamos quando estamos perante um clube de freguesia. Por outro lado, mesmo que muitos o queiram negar, o futsal continuar a retirar muitos atletas ao futebol. Isto passa-se, inclusive, nos escalões de formação.

Esta descontinuidade torna impossível reeditar os dois títulos regionais em juniores que o Barreiro conquistou no passado?

Sem dúvida que sim. Se repararmos, há sempre muitas equipas nos escalões mais baixos, mas esse número decresce consideravelmente a partir dos Juniores "C". Esta época, por exemplo, eram muito poucas as equipas nos Juniores "A", a antecâmara para os seniores. Fica a pergunta: para onde vão todos estes jovens? Começamos com muita força e, depois, os miúdos "desaparecem". Desta forma, como vamos sustentar as equipas seniores? Com jogadores de fora? Assim, tentamos recrutar jogadores e não conseguimos e alguns optam por apostar em jogadores com alguma idade.

BARREIRO VOLTA MUDAR-SE PARA O MUNICIPAL DE ANGRA

Como analisa as mudanças que, já a partir da próxima época vão acontecer na Série Açores, que se passa a designar de Campeonato de Futebol dos Açores?

Na minha opinião, até como a própria designação do campeonato indica, deveria ser uma prova só para jogadores açorianos. Têm surgido algumas instituições preocupadas com o facto de, em determinadas ilhas, as equipas não terem capacidade para formar os plantéis. A verdade é que o Barreiro tem-no conseguido. Para clubes como o Barreiro, não é correto que tenhamos de defrontar adversários com plantéis praticamente profissionais. Se estamos perante um Campeonato dos Açores, para mais patrocinado com verbas do governo, penso que o jogador açoriano é que deveria ser valorizado.

Embora o Governo Regional vá manter o apoio em moldes idênticos ao que acontecia na Série Açores, a verdade é que já estão confirmados alguns cortes. Para um clube como o Barreiro, o que é que isto significa?

Significa muito. Já fizemos as nossas contas e estes cortes vão obrigar a que o clube também corte, pois não vamos conseguir manter o mesmo orçamento. Vamos redimensionar o clube para a nova realidade, embora, pessoalmente, estivesse à espera de cortes mais profundos face à crise que vivemos. Penso que foi bem pior o que a Câmara fez, passando do 80 para o oito, com diferenças abismais. Aliás, não compreendemos como é que se atribui o mesmo valor a uma equipa de futsal, com plantéis e meses de competição inferiores. O Barreiro, felizmente, tem sido capaz de angariar algumas receitas próprias, desde logo através do nosso bar, mas é algo que não chega para sobreviver.

Preocupa-o as dúvidas que ainda surgem quanto à organização da prova, que será organizada pela Associação de Futebol de Angra do Heroísmo?

Primeiro, penso que estamos a fazer um campeonato em cima do joelho, como se costuma dizer. O Barreiro já colocou algumas questões e não obteve resposta. Recentemente enviaram-nos o regulamento da prova, regulamento este que nos prejudica gravemente, pois voltamos a não puder jogar no nosso campo. Fizemos algumas diligências para tentar inverter esta situação, pois é algo que nos cria sérios problemas, quer clubísticos, quer sociais, quer mesmo a nível financeiro. Na época passada tivemos um prejuízo incrível por estarmos obrigados a jogar no municipal de Angra. Como todos puderam constatar, as pessoas do Porto Judeu não foram aos nossos jogos, ou compareceram em número muito inferior ao passado. A verdade é que, agora, não estamos num campeonato nacional e esta norma, quanto a nós, não se coloca. Estamos num campeonato regional. Não percebemos.

Mas ideia que sempre prevaleceu foi a de que o Barreiro poderia regressar a casa em 2013/14...

Exatamente e foi algo que nos foi transmitido por diversas entidades, pois não havia dinheiro para obras. Aliás, a altura ideal para redimensionar o nosso campo foi quando se colocou o sintético. Há algumas ideias, mas que custam muito dinheiro. Certo é que ficámos estupefatos quando recebemos este regulamento. Fizemos uma exposição à Associação de Futebol, mas não obtivemos resposta. Apenas nos enviaram os regulamentos, onde consta a medida de 100x60 metros. Voltamos a não conseguir jogar no nosso campo. Em tempos de enormes dificuldades, vamos ter de arcar com mais este prejuízo clubístico, social e financeiro. As pessoas não imaginam as perdas que o Barreiro tem por estar obrigado a jogar no municipal de Angra.

SEM RENOVAÇÃO, MAS...
CLUBE ASSENTE NUMA MÍSTICA DE AMIZADE

Vai cumprir mais um ano de mandato enquanto presidente do Sport Club Barreiro. O que o motiva a continuar?

O Barreiro é um clube que representa muito para o Porto Judeu e, neste momento, as entidades da freguesia tem apoiado imenso, desde a Junta à Casa do Povo. Uma palavra de agradecimento para estas pessoas. Vive-se no Barreiro um espírito de família e só desta forma é possível ultrapassar obstáculos. Há uma mística de amizade, mas também de exigência, muito grande neste clube e os próprios atletas a sentem. Talvez seja também por isto que continuo. Já várias vezes alertei para a necessidade de uma renovação, mas acabo sempre por ficar mais um ano, fazendo mais um esforço, junto com todos os meus colegas de direção.

A renovação dos quadros diretivos tem sido uma dificuldade?

Sim e pode significar o fecho do clube. Não só no desporto, como em outras atividades, encontrar pessoas para assumir cargos de direção é sempre um enorme problema, pois ninguém mostra disponibilidade para assumir estas funções. Qualquer dia chegamos ao ponto em que os clubes não têm pessoas para abrir as portas.