Estreia a sofrer golos mas ainda em branco

Sérios incómodos a marcar o arranque da partida entre Barreiro e Sp. Ideal, provocados por uma chuvinha insistente e muito chata para os bancos de suplentes. Certo é que a água não fez escoar o interesse durante os primeiros 45 minutos, duelos sempre com boa intensidade e a penderem para o lado dos encarnados do Porto Judeu. O equilíbrio foi, inegavelmente, a grande chancela da primeira-parte, mas Hildeberto Borges manteve-se fiel ao seu futebol rente ao solo e, durante largos períodos, foi dominando as lutas a meio-campo. As oportunidades de golo surgiram para ambos os lados, com Miranda, aos 38 minutos, a desperdiçar a melhor situação, enviando a redondinha por cima da trave quando estava em zona privilegiada para faturar. Ivo foi capaz de fazer o transporte de bola para o processo ofensivo, mas os micaelenses não se coibiram de tapar volumosamente o espaço à frente da grande-área. Porém, a melhor chance para mexer com o marcador pertenceu ao Ideal, com Amaral a desaproveitar uma grande-penalidade a castigar derrube de André (que já tinha uma amarelo...) sobre Ariston. Justo, todavia, o elogio para o guardião Fanika, que protagonizou uma estirada imponente, adivinhando o lado para onde seguiu o remate do ex-jogador de Lusitânia e Angrense.
 
Primeiros golos sofridos
 
O Sp. Ideal regressou mais empertigado dos balneários, tentando recursos mais condizentes com o estatuto de principal candidato à conquista da segunda edição da Liga Meo Açores. Leo mantinha a proeminência física no espaço central do ataque, “aguentando” muito bem a bola, mas faltava mais jogo exterior para Amaral e para o recém-entrado São Pedro. À escassez de “futebol corrido”, os forasteiros aproveitaram bem um pontapé de canto para chegarem à
vantagem: o central Eurico descobriu uma brecha na pequena-área
para cabecear certeiro. Estavam decorridos quase 60 minutos e os terceirenses, nesta altura, tinham alguma dificuldade em igualar o ímpeto do adversário, que controlava os ritmos com eficácia. O conjunto local não baixou a atitude e a garra, mas nunca foi capaz de esboçar uma verdadeira reação, até porque o cansaço, porventura, já fazia rombos consideráveis. A equipa sofria o primeiro golo da época e ainda encaixou mais um, obra de São Pedro, com uma boa diagonal já na grande-área, atirando ao poste mais distante e sem hipóteses para Fanika. O Barreiro estreou-se a sofrer, mas certo é que volta a ficar em branco ao cabo de três desafios já disputados.
A arbitragem de Paulo Simão não interferiu nem na partida, nem no resultado final, mas não passa com nota positiva. Alguma ingenuidade na análise das chamadas “pequenas faltas”, bem como no capítulo disciplinar, num trabalho com pouca personalidade e demasiados erros. Os assistentes, principalmente o do lado da bancada, também nem sempre foram convictos nas decisões.


 

Mais jogadores os mesmos pontos

Este embate entre terceirenses teve um início incaracterístico, em consequência de muitas perdas de bola, em número acima da média, algum mau controlo da mesma e passes mal direcionados, o que o tornou muito jogado aos repelões e ao magote, sem ocasiões de golo.
Do ponto e vista tático, o Barreiro trouxe a lição bem estudada, movendo apertadas marcações ao adversário, procurando e conseguindo ser mais rápido sobre a bola, o que lhe conferia alguma vantagem nas ações defensivas.
Esta postura da formação do Porto Judeu ajudava a criar algum desconforto na zona de construção de jogo do Lusitânia, que experimentava dificuldades em se organizar ofensivamente, situação que agradava sobremaneira aos encarnados.
Desta forma, oportunidades de golo foi coisa rara de acontecer durante a primeira meia hora, registando-se, todavia, um intencional remate em jeito de Larika, ao qual se opôs Lima com uma palmada no esférico por cima do travessão, respondendo os anfitriões com uma iniciativa de Diogo na direita, surgindo um defesa forasteiro a desviar para fora e, posteriormente, uma ação pela zona frontal, à qual, decidido, Fanika resolveu com os pés.
Estes eram os momentos de sinal mais no prélio até então e pensou-se que a partir daqui o jogo melhorasse mas, infelizmente, mais nada de significativo aconteceu até ao intervalo.
No segundo tempo, a qualidade futebolística melhorou alguns furos, mas as imensas paragens para prestar assistências a atletas teimavam em colocar um travão na melhor qualidade e velocidade de jogo, penalizando obviamente o Lusitânia que, como equipa anfitriã, competia-lhe a responsabilidade de mandar na partida e procurar o golo, uma vez que um empate no João Paulo II é sempre um resultado apetecível para o Barreiro.
Marreta, bem solicitado, consegue romper pelo meio, mas Fanika fez bem a mancha, impedindo que o Lusitânia se adiantasse no marcador, naquela que até então era a situação mais clara da formação da rua da Sé para desfazer o nulo.
O Barreiro não ficou atrás e esteve também perto do golo, valendo, na circunstância, Celso, com um golpe de cabeça, a salvar o empate.
Jogo em banho-maria até que o mesmo aqueceu com a expulsão de Ruben, por acumulação de amarelos, reduzindo o Barreiro a dez unidades. Daí até levantar fervura foi um ápice, com a ordem de exclusão da partida para Mário.
Com menos duas unidades, os pupilos de Hildeberto Borges conseguiram, sem grandes sobressaltos, garantir um ponto no terreno do Lusitânia, que, por sua vez, mesmo quando esteve em superioridade numérica, demonstrou muitas dificuldades em chegar com perigo à baliza de Fanika.
Arbitragem: com algumas dificuldades sob pressão, ficando um desvio com a mão dentro da área encarnada por sancionar.
 
Liga Meo Açores | 2ª Jornada
 
Estádio João Paulo II
Árbitro | Hélio Duarte (AF Horta).
Assistentes | Luís Sousa e Nuno Costa.
 
Ao intervalo
0-0
 
Lusitânia 0
Lima
Celso
Diogo (cap.)
(Nuno Lima, 45m)
José Dias
Benjamim
João Dias
(Miranda, 66m)
Marreta
Cris
Alex
Genni
(Tavares, 58m)
Rui Marques
 
Não utilizados
Ronaldo, Heitor, Tomás e Spencer
 
Treinador
João Eduardo Alves
 
Barreiro 0
Fanika
Nelson (cap.)
Mário
Fábio
André
Ruben
Larika
(José Isidro, 81m)
Jorge
Miranda
(Miguel, 69m)
Ivo
Célio
(Honório, 90m+3)
 
Não utilizados
Rui, Araújo, Duarte e Lhuka
 
Treinador
Hildeberto Borges
 
Disciplina | cartão amarelo para Diogo (36m), André (41m), Ruben (49m), Nuno Lima (73m) e Cris (89m). Acumulação de amarelos para Ruben (77m), seguido de encarnado. Encarnado direto para Mário (81m)
 
 

Lusitânia e Barreiro anulam-se



Lusitânia e Barreiro protagonizaram o primeiro derby Terceirense da Liga Meo Açores 2014/2015. Os pupilos de João Eduardo Alves vinham de um triunfo no reduto do Prainha, já a equipa do Barreiro chegava a esta partida depois de consentir um empate sem golos na receção ao Marítimo. Assistiu-se nesta partida a um jogo onde o esférico nem sempre foi bem tratado, e o nulo ao intervalo era aceitável. No segundo tempo esperava-se mais futebol da parte de ambos os conjuntos, mas apenas a espaços isto aconteceu, 0-0 foi o resultado final.
A partida teve um inicio equilibrado, onde a equipa do Barreiro desde cedo começou a pressionar o Lusitânia muito perto do reduto defensivo dos verde-brancos. Os pupilos de Hildeberto Borges foram mesmo os primeiros a criar perigo quando aos 10 minutos Larika recebeu o esférico na área contrária e rematou alto para defesa atenta de Tiago Lima para canto. A partida seguiu equilibrada, e perigo apenas se voltou a ver aos 25 minutos quando Marreta, mas pressionado por Fábio acabou por rematar rasteiro e colocado para excelente defesa de Fanika.
A equipa do Lusitânia tentava sair sempre com o esférico rente ao solo, procurando que o mesmo chega-se aos extremos, Diogo Picanço/Genni, mas poucas vezes conseguiu na primeira metade da contenda contrariar a forte organização do Barreiro, que pressionava sistematicamente desde a área adversária. Aos 38 minutos o perigo voltou a ronda a baliza do Barreiro, agora quando Cris apareceu no apoio ao seu ataque a cruzar para Genni no coração da área do Barreiro cabecear ao lado. Sem surpresa se chegou ao intervalo com o marcador a apresentar um 0-0.
João Eduardo Alves mexeu no seu xadrez no reatamento da partida, na tentativa de oferecer uma lufada de ar fresco à direita do seu ataque, mas curiosamente a primeira equipa a criar perigo foi a equipa do Barreiro, quando Larika apareceu em boa posição na direita do seu ataque a rematar cruzado mas ao lado. O Lusitânia respondeu aos 58 minutos, isto quando João Dias com um passe de mestre deixa Marreta isolado perante Fanika, com o dianteiro do Lusitânia a rematar para grande defesa de Fanika. Uma grande oportunidade foi aquilo que o Barreiro desperdiçou aos 70 minutos quando depois de um cruzamento para a sua área Tiago Lima sai a punhos, deixa o esférico na cabeça de Jorge com este a endossar o esférico para a baliza, valendo ao Lusitânia Celso em cima da linha de golo a evitar o mesmo.
Aos 77 minutos a equipa do Barreiro ficou reduzida a 10 unidades quando Ruben Brito foi advertido com a segunda cartolina amarela, depois de ter sido amarelado na primeira parte por uma atitude infantil, mas mais infantil foi a atitude de Mário que aos 81 minutos agrediu um jogador do Lusitânia, praticamente “nas barbas” do árbitro da partida e recebendo também ordem de expulsão. A jogar com mais duas unidades a equipa do Lusitânia apertou o cerco à área do Barreiro e aos 86 minutos os jogadores do Lusitânia ficaram a pedir grande penalidade depois de um cruzamento de cruz, lance este que o auxiliar de Hélio Duarte estava em posição perfeita para ajuizar. A última oportunidade de golo da partida aconteceu aos 92 minutos quando Benjamim coloca o esférico em Marreta, este antecipa-se a Fábio e remata para nova grande defesa de Fanika.
O melhor em campo foi o guardião Fanika, que teve três grandes intervenções, intervenções estas que garantiram à sua equipa um ponto. Destaque ainda para Larika.
Na equipa do Lusitânia destaque para os laterais Cris e Rui Marques.
A equipa de arbitragem que viajou desde a Horta e composta por Hélio Duarte, sendo este auxiliado por Luís Sousa e Nuno Costa realizou um trabalho aceitável, pecando no escasso tempo de compensação (4 minutos) atribuído.
 

Pontaria (ainda) desafinada

Tendo em conta que estamos em princípio de época, onde os sistemas táticos ainda não estão assimilados, os dois oponentes tiveram uma agradável prestação com a equipa local a dar sempre o sinal mais, perante um adversário bastante atento nas manobras defensivas e célere nos contra golpes ofensivos, com Gervásio a meter o turbo a fundo para tentar surpreender a defensiva visitada.
Hildeberto Borges começou com um trio ofensivo onde Miranda era o vértice, com o apoio de Larika e Célio nas alas. Com um meio-campo versátil, a equipa da casa empurrava o adversário para a sua área e não hesitava em tentar a sorte de longa distância.
A equipa da Graciosa fechava-se bem na retaguarda e tinha um meio-campo muito laborioso onde Fábio Pomba foi o maestro, mas faltou alguém ao seu lado para dar seguimento às suas boas intervenções. O ex-jogador do Lusitânia só quebrou mesmo na parte final, já esgotado; tal como muitos elementos da sua retaguarda, mas aí valeu ao Marítimo a falta de pontaria dos locais e a portentosa exibição do guardião Jorge Lima. 
A turma visitante jogou sempre na tentativa de exploração da velocidade de homens como Gervásio, ante um adversário que na segunda-parte teve oportunidades mais do que suficientes para selar o triunfo.
No entanto, temos de dar mérito ao organizado conjunto forasteiro que tapou com mestria todos os caminhos da sua baliza, sobretudo na segunda metade da etapa complementar, onde foi autenticamente encostado às cordas.
Ruben jogou à frente da defensiva local e foi ele que estancou grande parte das iniciativas dos graciosenses. Com um claro 4-3-3, o Barreiro foi mais preponderante do que o adversário durante todo o encontro e obrigou o guardião Jorge Lima a um punhado de intervenções de grande nível, se bem que Gervásio, ainda na primeira-parte, tenha assustado Fanika, que sacudiu com os pés um remate do irrequieto jogador.
O jogo, a meio da etapa inicial e no arranque da segunda, conheceu algum equilíbrio com o conjunto da ilha branca a mostrar que podia discutir o resultado, mas foi a turma de Hildeberto Borges que esteve quase sempre por cima, pecando, contudo, na finalização.
Larika falhou o golpe de cabeça em posição vantajosa (67m), Fábio obrigou Jorge Lima à defesa da tarde num desvio de cabeça quase na pequena área (80m) e, já nos descontos, a chapelada de Ivo, perante a saída de Jorge Lima, merecia melhor destino do que o poste da baliza...
Os graciosenses na segunda-parte só assustaram já nos descontos, quando Gervásio não conseguiu dar o melhor seguimento a uma boa iniciativa no corredor esquerdo.
Os jogadores não facilitaram em nada o trabalho da equipa de arbitragem. Houve contacto físico e palavreado em excesso. O árbitro viu-se obrigado a exibir vários cartões, mas cometeu um erro grave ao sancionar como simulação, e respetivo cartão amarelo, uma queda de Gervásio na pequena lua da área do Barreiro.
Ficámos com a ideia de que o atleta forasteiro foi derrubado quando se prestava para ficar isolado. Por isso, o árbitro equivocou-se no jogador a advertir (que seria Mário...) e na cor do cartão a exibir.
 
Liga Meo Açores | 1ª Jornada
 
Campo de Jogos do Barreiro
Árbitro | Dioclésio Ávila (AFAH).
Assistentes | Márcio Andrade e Diogo Andrade
 
Ao intervalo
0-0
 
Barreiro 0
Fanika
Nélson (cap.)
Mário
Fábio
André
Célio
(Jorge 77m)
Ruben
Honório
(Lhuka, 60m)
Larika
Ivo
Miranda
 
Não Utilizados
Gonçalo, José Isidro, José Vargas, Duarte Cordeiro e André Araújo
 
Treinador
Hildeberto Borges.
 
Marítimo 0
Jorge Lima
Pedro Andrade
Pedro Borges
Mário Melo (cap.)
Armando
Fábio Pomba
Nuno Correia
(Tomé Rocha, 61m)
Rui Jorge
(Nélson Melo, 75m)
Luís Filipe
(Fábio Vicente, 83m)
João Santos
Gervásio
 
Não Utilizado
Artur Picanço
 
Treinador
Rui Cordeiro
 
Disciplina | cartão amarelo para Gervásio (10m), Ruben (44m), Fábio Pomba (51m), Nuno Correia (51m), Mário (62m), Pedro Andrade (83m) e Mário Melo (92m)
 
 

Torneio do Barreiro com três equipas

Naquele que será um de os últimos eventos de pré-temporada, Sport Clube Barreiro (na qualidade de coletividade promotora da iniciativa), Sport Clube Lusitânia e Juventude Desportiva Lajense disputam, entre 19 e 21 do corrente mês de setembro, no Porto Judeu, um torneio triangular, no sistema de todos contra todos.
A prova tem como palco o campo do Barreiro e arranca na sexta-feira, dia 19, com o duelo Lusitânia - Lajense, agendado para as 19:00. No sábado, dia 20, às 17:00, concretiza-se a segunda jornada, na circunstância, com o Barreiro a esgrimir argumentos com o Lusitânia. Por fim, no domingo, dia 21, para a terceira jornada, Barreiro e Lajense enfrentam-se a partir das 17:00.
 
 

Jogo de apresentação do Lusitânia aos sócios e simpatizantes

Num encontro típico de preparação e de início de temporada, o novo timoneiro leonino João Eduardo Alves, no regresso a uma casa que bem conhece, apresentou no onze inicial as novidades Alex como central, Ruben Miranda no meio e Geni na ala esquerda, isto no que diz respeito aos atletas que ingressaram na coletividade este ano. Porém, a grande inovação foi o surgimento de Rui Marques como lateral esquerdo.
Por sua vez, o homólogo do Porto Judeu, Hildeberto Vieira, escalou um "onze" mais conservador, introduzindo apenas no coletivo o regressado Ruben Brito na lateral direita e o jovem Miguel oriundo da equipa do Salão.
O desafio desenvolveu-se numa toada morna, com os atletas a procurarem ter a bola no pé, fazendo-a circular entre os seus companheiros, embora, em termos ofensivos, fosse o Lusitânia a mandar e a impor-se no terreno, mas sem nunca imprimir um ritmo picadinho.
Com o "leão" a impor-se em casa própria, ao minuto sete, Diogo Picanço, em velocidade pelo meio, deixou a concorrência para trás e apontou, sem dificuldades, o primeiro golo do encontro. Quando os verdes aceleraram, conseguiram desequilíbrios e o marcador funcionou.
A vencer, e sabendo que estávamos apenas perante mais um teste de preparação, os atletas obviamente evitaram correr riscos desnecessários. Desta forma, o conjunto lusitanista relaxou um pouco, de tal forma que Ronaldo colocou a bola nos pés de um adversário e o empate não aconteceu por mero acaso.
Com o embate num andamento mais lento, o Barreiro aproveitou para subir no terreno, equilibrando as operações a meio campo, conseguindo, inclusive, conquanto de um modo esporádico, ter mais posse de bola, mas, em boa verdade, não passou disso mesmo.
Em termos ofensivos, a turma alvirrubra foi inconsequente, acabando por ser o emblema anfitrião, sempre que partia de trás para a frente e dava um pouco de corda aos sapatos, a chegar com alguma facilidade à área de Gonçalo, só que, no entanto, também não conseguiu dilatar o marcador nos primeiros 45 minutos.
Como seria de esperar, ao intervalo aconteceram várias alterações nos dois coletivos, embora mais no Lusitânia do que no adversário. As mexidas abanaram a partida, já que o Lusitânia surgiu mais acutilante. Esta audácia leonina conferia-lhe maior volume de jogo ofensivo, daí que Marreta tenha desperdiçado a possibilidade de elevar o marcador na transformação de uma grande penalidade. Derrube de Fábio, que foi expulso, a Diogo Picanço com o dianteiro da rua da Sé a atirar à figura do guardião barreirense.
Com menos uma unidade, o Barreiro experimentou sérias dificuldades, em virtude da quantidade atacante contrária, surgindo, então, com naturalidade o segundo da peleja, apontado por Benjamim.
O Lusitânia por várias vezes ameaçou o terceiro golo, mas este teimou em não aparecer e, com o andar do tempo, aos poucos (embora controlasse totalmente o jogo), a intensidade atacante foi-se diluindo, permitindo ao Barreiro respirar mais tranquilamente, num espetáculo interessante de seguir.
Arbitragem: seguiu os acontecimentos muito à distância. O vermelho a Fábio só se foi de ordem disciplinar.
 
Apresentação do Lusitânia
Estádio João Paulo II
 
Árbitro | Diogo Andrade (AFAH)
Assistentes | Francisco Bettencourt e Gonçalo Silveira.
 
Ao intervalo
1-0
 
Lusitânia 2
Ronaldo
Cris
Alex
Heitor
Rui Marques
Diogo Picanço
José Dias
João Dias
Ruben Miranda
Geni
Nuno Lima (cap.)
 
Jogaram ainda
Lima, Filipe Melo, Celso, Benjamim, Tavares, Marreta, Fábio Silva, Diogo Medeiros, Tomás, Spencer, Ruben Silva e José Pedro. 
 
Treinador
João Eduardo Alves.
 
Barreiro 0
Gonçalo
Ruben Brito
Fábio
Mário
Cordeiro
Jorge
Isidro (cap.)
Miguel
Vasco
Ivo
Larika
 
Jogaram ainda
André Araújo, Honório, Marco Miranda, Fanica, Lhuka e Rui.

Não utilizado
Zé.
 
Treinador
Hildeberto Vieira.
 
Disciplina | Cartão vermelho direto para Fábio (54m).
 
Marcadores | Diogo Picanço (7m) e Benjamim (61m).
 

Poderíamos ter alcançado o grupo dos primeiros

O Sport Club Barreiro garantiu, na temporada 2013/14, o quarto lugar do grupo da manutenção na Liga Meo Açores, em igualdade pontual com o Santiago e a dois pontos do segundo, o Guadalupe, embora tenha confirmado a permanência apenas no final da competição. Apesar de tudo, é um desfecho que lhe agrada, tendo em conta os objetivos iniciais da equipa?
Sem dúvida que sim, embora não fosse nosso desejo resolver a questão da permanência apenas na última jornada. Mas o objetivo foi conseguido e o mais importante para o Barreiro passava por garantir a manutenção na Liga Meo Açores.
Ainda assim, penso que a equipa poderia ter alcançado este objetivo de forma menos sofrida e tudo indicava que isso pudesse acontecer, especialmente pelo que fizemos ao longo da primeira fase da prova. Aliás, para ser sincero, o grupo de trabalho acreditou, nessa altura, que poderia lutar por um lugar entre os primeiros quatro. Mas o futebol é assim e acabámos por sofrer até ao fim. Faltou-nos dar esse passo...
 
De forma mais concreta, o que faltou ao Barreiro para conseguir atacar o grupo da frente?
Faltou-nos alguma sorte, sempre necessária, até porque acabámos por pecar um pouco na finalização, pois sempre praticámos bom futebol ao longo da época. Tentámos trabalhar esta vertente, mas não conseguimos... Por outro lado, penso que a ansiedade também se apoderou de alguns jogadores, que revelaram alguma quebra do ponto de vista emocional. A partir de uma certa altura, a equipa ressentiu-se em termos psicológicos. Os jogadores sentiram na pele esse menor fulgor na segunda fase, algo que não aconteceu na temporada anterior, quando partimos para uma parte final muito boa.
 
Neste nível competitivo, o Barreiro tem tido alguns problemas na constituição do grupo de trabalho, sendo quase sempre a última equipa a fechar o plantel. É algo que também ajuda a explicar estas aflições para garantir a permanência?
A verdade é que, para todas as épocas, perdemos sempre três/quatro jogadores e, posteriormente, somos obrigados a aguardar pelas dispensas de atletas de outros clubes, com outro poderio. São dificuldades bem evidentes, mas é esta a nossa realidade. No entanto, mesmo não sendo um clube grande, o Barreiro é um grande clube.
 
Como analisa esta primeira edição da Liga Meo Açores?
Não querendo entrar muito pelas questões polémicas, creio que a prova pecou bastante a nível dos seus ajustamentos. Foi a primeira edição e sentiu-se essa inexperiência em termos organizativos, mas penso que estão reunidas condições para que, esta época, as coisas melhorem. Existiu muita polémica, algumas evitáveis, caso as três Associações de Futebol fossem capazes de um maior diálogo.
Quanto à vertente desportiva, penso que existiu mais competitividade, apesar de o Angrense se ter destacado de forma clara. Ainda assim, a qualidade também baixou um pouco, opinião que me parece unânime. É algo um pouco difícil de explicar, até porque, na minha opinião, o jogador açoriano tem qualidade.
Por outro lado, penso que é errado alguns clubes terem ido buscar jogadores a outras equipas na segunda fase, ferindo um pouco a verdade desportiva da prova. A outro nível, a inclusão, na primeira fase, de trios de arbitragem com um árbitro de outra ilha e dois assistentes da ilha onde se desenrolava o jogo também não me parece correto. Foi algo retificado na segunda fase.
 
MANTER A BASE
 
Que plantel o Barreiro vai apresentar para a próxima temporada, a terceira consecutiva neste patamar?
Nesta altura, conseguimos garantir a grande maioria dos jogadores que fez parte do plantel da época passada. Perdemos apenas três jogadores: Gilberto e Nobita, para o Praiense, e Ruben, para o Lusitânia. Este era o nosso grande objetivo: manter a espinha dorsal da equipa. A permanência desta base é muito importante para nós, pois permite-nos alguma da estabilidade que foi faltando em outras épocas, garantindo-nos continuidade no trabalho que desenvolvemos desde o início da temporada passada. No fundo, os alicerces deste trabalho não tremem.
 
Tornou a existir assédio a jogadores do Barreiro?
Sim. Já saíram três e, mesmo em janeiro, tentaram ir buscar jogadores ao Barreiro.
 
O que espera dos reforços, nomeadamente dos regressos de Lhuka e Ruben, provenientes do Angrense?
Apesar de termos perdido três pedras influentes, penso que, com o plantel da época passada e esses dois reforços que referiu, o grupo oferece todas as garantias. Aliás, são dois jogadores que conheço bastante bem, sei do seu valor e sei aquilo que podem dar à equipa. Durante a pré-época, mais quatro ou cinco atletas podem também vir a fazer parte do plantel. Estou confiante de que vamos formar um bom balneário.
 
A subida do Boavista e a presença do Angrense e Praiense no Campeonato Nacional de Séniores acabam por criar ainda mais dificuldades a um clube como o Barreiro?
Claro que sim. Essas dificuldades aumentam, embora sejam comuns a todos os clubes terceirenses. Somos uma ilha pequena e as dificuldades em recrutar jogadores são evidentes. Penso que, nos próximos anos, o cenário pode ainda piorar. Existe escassez de jogadores, apesar da aposta que alguns clubes fazem na formação. No caso do Barreiro, pecamos um pouco neste aspeto, pois não temos o escalão de juniores. Estamos a trabalhar neste sentido, já existe uma equipa de juvenis e, no futuro, poderemos alargar o nosso campo de recrutamento aos nossos escalões de formação.
 
Quanto a objetivos, quais as principais metas do Barreiro para 2014/15, Passa por fazer melhor do que na temporada anterior? Passa por chegar ao grupo dos primeiros quatro?
Passa, fundamentalmente, por garantir a manutenção o quanto antes, até para não vivermos os sobressaltos da temporada passada. O objetivo nunca será atingir o grupo da frente, mesmo sendo certo que, se isto for possível, faremos tudo para não perder essa oportunidade. Para o Barreiro, a manutenção é sempre o mais importante.
Por outro lado, ainda nos falta conhecer o real valor dos restantes adversários. Penso que, mesmo com a subida do Angrense, a Liga Meo Açores não será mais fraca, por assim dizer, até porque o Ideal será, certamente, uma equipa bastante forte e com metas ambiciosas. A luta pela permanência pode ser bastante interessante, mas também não será uma luta de vida ou de morte. Conhecemos perfeitamente a realidade e as dificuldades do Barreiro. Entramos para cada época sabendo dessas dificuldades e conseguimos algo inédito, que foi a manutenção neste patamar competitivo.
 
O clube sentiu alguma dificuldade para encontrar alguém disponivél para assumir a presidência do Barreiro, algo que no entanto, acabou por ser resolvido internamente. Foi uma situação que o preocupou?
Preocupou a equipa técnica e os próprios jogadores. No entanto, sempre tivemos um apoio muito grande da direção, especialmente do nosso presidente, que nos ofereceu todas as condições de trabalho. Foi um suporte muito forte.
Quanto ao resto, o anterior vice-presidente é, agora, o presidente do Barreiro e o grupo de trabalho compreende este autêntico massacre para estas pessoas que dirigem o clube. São sempre os mesmos, embora encarem a coletividade com um espírito familiar. A manutenção, neste sentido, é uma mais-valia importante.
 
A ALEGRIA DO REGRESSO A CASA
 
O Barreiro voltou a andar com 'a casa às costas' na temporada passada, realizando os jogos caseiros no Municipal de Angra, algo que, para a nova época, já não se coloca. Entende que esta situação poderia ter sido desbloqueada logo na primeira edição da Liga Meo Açores?
Quem manda pode, como se costuma dizer, mesmo sabendo-se que outra equipa jogou num campo que também não reunia as medidas regulamentares. É com muita alegria que voltamos a casa, pois tínhamos muita vontade de voltar a jogar no Porto Judeu. É necessário que as pessoas entendam que, para um clube como o Barreiro, não é fácil enfrentar duas épocas consecutivas a jogar fora de casa, com todos os gastos que isto acarreta.
No entanto, voltar a casa pode ser uma "faca de dois gumes"... Isto porque, por ser um campo pequeno, os nossos adversários, certamente, vão jogar muito fechados, apostando no pontapé na frente. Penso que isto pode trazer algumas dificuldades ao Barreiro, que é uma equipa que gosta de jogar com a bola no pé, apresentando bom futebol. Espero, acima de tudo, que os nossos adeptos e a massa associativa compareçam em força nos nossos jogos, sendo esse suporte sempre importante para a equipa.
 
Está há 11 anos consecutivos no Sport Club Barreiro e já conquistou, enquanto treinador, o respeito e a admiração do futebol Terceirense, especialmente porque tem sido capaz, mesmo com recursos mais modestos, de colocar as suas equipas a praticar futebol de qualidade. Pessoalmente, tem também o objectivo de dar o salto e assumir projetos mais ambiciosos em termos desportivos?
Claro que gostava de chegar mais longe. Estou num clube pequeno, um clube que conheço com rigor e a minha realidade, neste momento, é o Barreiro, onde me sinto bastante bem. O futuro a Deus pertence, mas é óbvio que não enjeitaria essa possibilidade. Aliás, existiram contactos na época passada, mas não acedi porque estava com um projeto entre mãos.