Barreiro 6 x Flamengos 0 [Vídeo]


Matar a Larika no poker de Ivo

Excelente arranque do Barreiro, a desenhar melhores dotes técnicos na circulação de bola nos primeiros minutos, isto quando a intensidade nas lutas a meio-campo assumiu um nível alto. Ruben empurrou o esférico contra o poste e o remate de Chibante, logo de seguida, foram ameaças verdadeiras. Aos sete minutos, muito boa a assistência de Lhuka para um golo bem medido por Ivo, a unidade mais central no espaço de ataque nesta altura, lance urdido já dentro da grande-área.
O miolo dos encarnados evidenciava, essencialmente, melhores predicados a sair para o processo ofensivo, com um futebol organizado rente ao solo. O Flamengos, em igualdade pontual com os terceirenses à entrada para a sétima jornada, não foi capaz de furar a dupla de centrais Araújo/Fábio ao longo da primeira-parte. Tiago Medeiros tentou investida individual e Celso Pereira mudou para os tiros de longe, mas Gonçalo esteve sempre sereno na baliza.
O Barreiro aumentou o domínio a partir dos 20 minutos, roubando mais depressa e prolongando durante mais tempo a posse. O chapéu de Larika, descaído pela direita, só falhou na direção. À passagem da meia hora, o mesmo Larika tentou lance idêntico, agora do outro lado, mas continuou a estar com a pontaria desalinhada.
Foi uma espécie de antestreia para a tranquilidade: primeiro Lhuka, a entrar com qualidade na grande-área e a ser carregado por Ricardo Correia, castigo máximo que Ivo não enjeitou para chegar ao 2-0; dois minutos depois é o lateral Nelson a subir como um foguete pela linha direita e a cruzar com o GPS bem calibrado para o toque final de... Ivo. Hat-trick do homem do Porto Judeu ao intervalo.
Goleada!
O Flamengos regressou empertigado, até porque a desvantagem deixava a equipa sem nada a perder. Construiu três ataques interessantes de uma assentada, mas ainda assim insuficientes para incomodar a tarde de sol a Gonçalo. Foi o Barreiro, inclusive, o primeiro a fabricar um lance digno de registo, com Larika a estar de novo perto do golo, isto após assistência de Vasco, que rendeu Lhuka ainda antes do descanso.
Mais uma vez os pupilos de Hildeberto Borges passaram das ameaças à prática sem demoras: investida rápida pela direita, Ivo agora no papel de assistente e Vasco a empurrar para o 4-0 perante o desamparado Ilídio Matos. Cheirava a goleada no Porto Judeu. Larika tanto tentou que acabou mesmo por "molhar a sopa" de mão cheia.
O Barreiro concretizava mais golos num só jogo do que nas restantes seis jornadas, retificando o pesado desaire da Ribeirinha. Ivo ainda teve tempo para consumar o poker, já na compensação, concluindo com sucesso mais uma oportunidade de... Larika.
Impecável o trabalho de Duarte Travassos, experiente árbitro da Associação de Futebol de Ponta Delgada. Saber deixar jogar é sempre um aliado do futebol.
 
Liga Meo Açores | 7.ª Jornada
 
Campo de Jogos do Barreiro
Árbitro | Duarte Travassos (AFPD)
Assistentes | Nuno Medeiros e Fábio Oliveira
 
Ao intervalo
3-0
 
Barreiro 6
Nelson (cap.)
(David, 56m)
Araújo
(Miranda, 66m)
Fábio
André
Ruben
José Isidro
Chibante
Lhuka
(Vasco, 41m)
Ivo
Larika
 
Não utilizados
Rui, Jorge, Duarte, Miranda e Honório
 
Treinador
Hildeberto Borges.
 
Flamengos 0
Ilídio Matos
Manuel Silveira
Ricardo Correia
Carlos Oliveira
José Mendonça
(Rui Faria, int.)
Celso Pereira
Tiago Abreu
Wilson Miranda
(Bruno Lobão, 65m)
Bruno Rosa
Paul Dias (cap.)
(Sérgio Amorim, 71m)
Tiago Medeiros
 
Não utilizados
Diogo Castro e Luís Amaral
 
Treinador
Sérgio Gomes
 
Disciplina | cartão amarelo para Paul Dias (19m), Ricardo Correia (31m), Chibante (49m), Tiago Abreu (63m), Bruno Rosa (73m) e Carlos Oliveira (82m)
 
Marcadores | Ivo (7m, 32m, de G.P., 34m e 90m+3), Vasco (53m) e Larika (82m)
 
 

Boavista 3 x Barreiro 1 [Vídeo]


Xadrez letal trama Porto Judeu

O Barreiro, com um futebol mais coletivo e elaborado, e de maior recorte técnico, interpretando um jogo mais apoiado, com as unidades geometricamente distribuídas no terreno e próximas umas das outras, agarrou os cordelinhos da peleja desde o início, controlando os acontecimentos.
Os axadrezados com um futebol oposto, mais direto, musculado e combativo, sentiam dificuldades em ter bola e, quando a tinham, faltavam condições para depois lançar o ataque, daí que o primeiro lance ofensivo apenas aparecesse aos 14 minutos, com Zula a ganhar espaço mas a rematar fraco e à figura de Fanika.
Apesar de usufruir de mais posse de bola, os encarnados também não foram capazes de criar grandes oportunidades, excetuando um lance resultante de um canto, onde surgiu ao segundo poste Ruben a cabecear para fora.
Mas, um tanto ou quanto contra as probabilidades do encontro, o Boavista chega ao golo, por Zula, na transformação de um castigo máximo.
A assertividade e consistência do Barreiro começa, então, a ganhar forma e sucedem-se algumas ocasiões para igualar a partida, mas tal desiderato só aconteceu à dobragem da meia hora, por Larika, dando mais justiça - se é que no futebol ela existe - ao jogo, em função do desempenho das duas equipas.
Atravessando um bom período, os forasteiros continuaram a carregar, mas revelando um ótimo índice de aproveitamento, os axadrezados, a poucos minutos do intervalo, chegam-se novamente à frente, por intermédio de T.Rex que, descaído na esquerda e livre de marcação, atirou forte e colocado com êxito.
O segundo tempo trouxe um Barreiro com intenções claras para tentar inverter o rumo dos acontecimentos, mas, ao invés da primeira-parte, faltou-lhe fio condutor. A equipa foi mais desgarrada, perdeu sentido coletivo, facilitando a tarefa ao Boavista que, mais raçudo e determinado, impunha a sua lei, melhorando claramente a respetiva prestação, conseguindo colocar mais a bola no chão e trocá-la entre si, ensaiando depois o letal passe longo, que uma vez mais surtiu efeito.
Assim, após um lançamento para a direita teleguiado para Felipe Alves, este aproveitou para desviar o esférico do alcance de Fanika, aumentando o score, valendo uma vez mais o bom índice de aproveitamento anfitrião.
No banco também se joga e, como tal, os dois técnicos mexeram nos coletivos que orientam. Neste contexto,revelou-se mais feliz e assertivo Lino Inocêncio, porque equilibrou a equipa e conferiu-lhe maior determinação.
Em contraponto, o Barreiro mostrou futebol e argumentos para levar outro resultado da Ribeirinha, mas foi uma equipa demasiadamente perdulária. Depois, como não conseguia marcar, perdeu ânimo e fulgor para lutar contra a adversidade e, deste modo, ficou a dever a si própria a derrota, atendendo a que quem desperdiça tanto, regra geral, não pode vencer.
Arbitragem: regular.
 
Liga Meo Açores | 6ª Jornada
 
Campo de Jogos da Ribeirinha
Árbitro | Pedro Ferreira (AF Angra do Heroísmo)
Assistentes | Renato Saramago e Francisco Bettencourt
 
Ao intervalo
2-1
 
Boavista 3
Kilha
Joviano
Rui Bettencourt
(Isidro, 45m)
Zezinho
Marcelo
Papicha
Anselmo Areias
Azevedo
(Ricardo Leal, 59m)
Zula (cap.)
T.Rex
Felipe Alves
(Bichoca, 67m)
 
Não utilizados
Tiago Simas, Benjamim, Flávio Teodoro e Chiquinho
 
Treinador
Lino Inocêncio
 
Barreiro 1
Fanika
Nelson (cap.)
(André, 57m)
José Isidro
Araújo
David
Ruben
Larika
(Miranda, 62m)
Jorge
Lhuka
Ivo
Duarte
(Chibante, 51m)
 
Não utilizados
Gonçalo, José António, Célio e Honório
 
Treinador
Hildeberto Vieira
 
Disciplina
Cartão amarelo para Araújo (14m), Rui Bettencourt (34m), Anselmo Areias (37m), Nelson (41m), T.Rex (64m), Lhuka (67m), Papicha (71m), Bichoca (75m) e Ruben (76m). Acumulação de amarelos para Anselmo Areias (90+4m), seguido de encarnado
 
Marcadores | Zula (15m, g.p.), T.Rex (43m), Felipe Alves (60m); Larika (31m)
 
 

Barreiro 3 x Guadalupe 2 [Vídeo]


Segunda-parte de qualidade decide (justo) vencedor

Sem vencer e marcar na presente edição da Liga Meo Açores (três empates e uma derrota, 0-2 em golos), o Barreiro procurava, como tal, a primeira vitória frente aos "leões" da Graciosa. No entanto, a equipa do Porto Judeu viu a vida a andar para trás ao minuto dezanove, quando o pequeno Flávio Silva ganhou um lance aéreo dentro da área, fazendo a redondinha entrar pelo lado oposto do guardião Fanika.
Aliás, diga-se que, nesta altura do encontro, este desfecho aceitava-se plenamente, em virtude da maior posse de bola e volume de jogo ofensivo dos graciosenses, que já haviam ameaçado, obrigando mesmo Fanika a empregar-se a fundo com uma excelente tirada, evitando o golo forasteiro ainda mais cedo.
Os locais sentiam imensas dificuldades em adquirir supremacia na zona intermediária, daí que não fossem capazes de arquitetar volume de futebol ofensivo para criar embaraços defensivos ao adversário. As exceções foram dois lances individuais, um pela zona frontal de Ivo, que evitou vários adversários mas depois perdeu o tempo de remate, e, posteriormente, Lhuka tem um excelente trabalho pela direita no interior da grande-área, mas, depois, faltou quem desse a melhor finalização à sua ação.
De resto, até ao final do primeiro tempo, o Guadalupe controlou e dominou o prélio, com o Barreiro a melhorar ligeiramente perto do intervalo, o que poderia indiciar algo de mais agradável para a etapa complementar.
Os encarnados confirmaram as melhorias evidenciadas no final do primeiro tempo, entrando no segundo determinados em dar a volta ao texto, contribuindo para o efeito a chamada de Larika, com o intuito de oferecer maior profundidade ao ataque. Esta maior audácia anfitriã daria frutos rapidamente, através de um irrepreensível livre apontado na zona frontal por Lhuka, restabelecendo, então, a igualdade.
Empate que demoraria pouco, já que, quatro minutos volvidos, o Guadalupe passaria novamente para a frente, graças a um tento apontado por Caniggia. Todavia, a vantagem aguentaria poucos minutos, porque Miguel colocaria outra vez a divisão de pontos no encontro.
A partida atravessava o seu melhor período, com os dois conjuntos com os olhos postos nas balizas adversárias, numa toada atacante, sem grandes rigores defensivos, o que abria, simultaneamente, mais espaços no terreno, permitindo um aumento dos índices de recortes técnicos.
Claro que esta postura tornou o desafio mais eletrizante, atrativo e de resultado incerto, pois a qualquer momento o marcador poderia mexer para ambos os lados.
A faltar uma dúzia de minutos para o apito derradeiro do árbitro, o Barreiro, nesta fase do jogo com claro sinal mais, colocar-se-ia pela primeira vez na liderança, por Araújo, que surgiu a propósito no interior da área e, através de um mergulho de peixe, cabeceou para a primeira vitória dos encarnados na magna competição.
Arbitragem: regular.
 
Liga Meo Açores | 5ª Jornada

Campo de Jogos do Barreiro
Árbitro | André Almeida (AF Ponta Delgada)
Assistentes | Pedro Cabral e Rui Cabral
 
Ao intervalo
0-1
 
Barreiro 3
Fanika
Nelson (cap.)
Araújo
Fábio
(Jorge, 13m)
David
Célio
(Larika, 45m)
Ruben
José Isidro
Lhuka
Ivo
Miguel
(André Chibante, 74m)

Não utilizados
Gonçalo, Miranda, Duarte e Honório

Treinador
Hildeberto Vieira

Guadalupe 2
Celso
José Silva
Abdulai
Mateus
Flávio Picanço
Jorge (cap.)
Énio
Seninho
Caniggia
Maurílio
Flávio Silva
(César Truck, 82m)

Não utilizados
Nuno Medeiros e Fábio Picanço

Treinador
António Nunes

Disciplina | Cartão amarelo para Mateus (26m), Ruben (35m), Gonçalo (57m), Jorge (65m), Fanika (90+2m), Celso (90+3m), José Silva (90+3m) e Larika (90+4m). Acumulação de amarelos para Mateus (84m), seguido de encarnado

Marcadores | Flávio Silva (19m), Lhuka (50m), Caniggia (54m), Miguel (57m) e Araújo (78m).